EUA vetam vistos de autoridades de Bolívia, Colômbia e Peru

MANCHETE

Medida faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou, nesta segunda-feira (28), os vistos de autoridades de Bolívia, Colômbia e Peru e os acusa de “corruptos” e de “subverter governos eleitos democraticamente”.

A Bolívia é o país com mais cidadãos sancionados em uma lista divulgada pelo Departamento de Estado na qual são mencionados 13 ocupantes ou ex-ocupantes de cargos públicos e um empresário com nomes e sobrenomes, entre eles o procurador-geral, Roger Mariaca, o ex-ministro da Justiça Iván Manolo Lima e o juiz constitucional Israel Ramiro Campero.

O procurador sênior Martín Daniel Irusta, a juíza anticorrupção e de Violência Contra a Mulher, Albania Chane Caballero, o procurador titular de Santa Cruz, Alberto Zeballos, e o coronel da polícia Frans William Cabrera são outros dos afetados.

A ordem restringe o acesso aos Estados Unidos para a maioria desses cidadãos e de seus familiares diretos em virtude da seção 212 da Lei de Imigração e Nacionalidade ao considerar que “atentam contra um governo democraticamente eleito mediante atividades de corrupção ou narcotráfico na região”.

No caso de Mariaca, foi aplicada a Lei de Dotações para a Segurança Nacional “por sua participação em casos de corrupção graves”.

Segundo o comunicado do Departamento de Estado, as ações de Mariaca “põem em perigo os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo, ao mesmo tempo em que minam as mesmas instituições democráticas que a Bolívia, como participante do programa Escudo, busca fortalecer”.

O governo Trump impôs restrições a outros nove bolivianos que não possuem vistos atualmente, mas foram declarados “inelegíveis” para obtê-los no futuro.

A medida inclui dois cidadãos colombianos, o empresário Euclides Antonio Torres e Martha Isabel Peralta, senadora e presidente do partido Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS), que, conforme lembra o Departamento de Estado, faz parte da coligação Pacto Histórico, do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro.

Além disso, em relação ao Peru, a medida impõe sanções ao juiz do Tribunal Constitucional do Primeiro Circuito de Lima, Juan Carlos Núñez.

As restrições atingem outros dois cidadãos equatorianos e seus familiares, embora não tenham sido revelados os nomes.

— A mensagem do presidente Trump e do secretário (de Estado, Marco) Rubio é clara: as autoridades corruptas — e os criminosos que elas protegem — não são bem-vindos nos Estados Unidos — conclui o comunicado.

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