Escândalo envolvendo o maior banco digital do país unifica oposição e base governista; futuro político da nação vizinha agora está nas mãos do Congresso Nacional
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou oficialmente sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5). A decisão histórica mergulha o país em uma profunda reviravolta política e foi tomada após o avanço célere de um pedido de impeachment no Poder Legislativo, que angariou o apoio inédito tanto de partidos da oposição quanto da própria base aliada do governo.
O estopim para a queda do mandatário foi uma grave crise financeira que culminou na dissolução do Banco Ueno, a maior instituição bancária digital do Paraguai. O colapso financeiro não apenas afetou milhares de correntistas, mas também atingiu diretamente a cúpula do Banco Central do país, gerando uma onda de desconfiança institucional e forte pressão popular.
Logo após uma sessão extraordinária da Câmara dos Deputados com apoio unânime das bancadas pela sua destituição, Peña formalizou a saída. Em pronunciamento nas redes sociais, o ex-presidente pediu desculpas ao país e afirmou que a estabilidade nacional deve se sobrepor aos interesses pessoais, conforme a íntegra da declaração disponível no portal.
O que acontece agora?
O futuro institucional do Paraguai segue os seguintes trâmites no Congresso Nacional:
- Aceitação da renúncia: Com a aprovação do parlamento, o vice-presidente Pedro Alianna assume o comando do país.
- Rejeição da renúncia: Caso os legisladores neguem o pedido, o processo de impeachment prossegue para a cassação definitiva em plenário.
Os desdobramentos da crise são monitorados de perto pela comunidade internacional e pelos países vizinhos.
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