Declaração do presidente americano foi feita em sua rede, a Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (25), que as forças militares de seu país desminaram o Estreito de Ormuz e advertiu o Irã sobre qualquer tentativa de colocar novos explosivos na estratégica via de transporte de petróleo.
– Acabo de ser informado pela Marinha dos EUA que todas as minas foram retiradas e/ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Ormuz. Foi notificado ao Irã que qualquer navio ou embarcação que coloque novas minas será destruído de imediato e de maneira sistemática – escreveu Trump em sua rede, a Truth Social.
O republicano acrescentou que a Força Espacial, ramo das Forças Armadas criado em 2019 durante seu primeiro mandato, vigia “cada centímetro do estreito, assim como a Montanha Pickaxe e os outros três locais nucleares já destruídos”.
– Existe uma política de tolerância zero plenamente em vigor em relação à colocação de minas – alertou.
Em uma mensagem anterior, Trump afirmou que o Irã não paga seus militares enquanto continua reprimindo aqueles que protestam contra o governo “a níveis nunca vistos”, no que considerou “uma crise humanitária de proporções épicas” que deve ser interrompida.
As declarações do presidente americano coincidem com um aumento na pressão para forçar Teerã a aceitar um acordo de paz que ponha fim à guerra iniciada por EUA e Israel há quase seis meses.
Nesta segunda (24), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou a operação Pário Econômico contra o Irã, que busca sancionar todo aquele que comercialize com a república islâmica. A operação é anunciada uma semana após expirar um cessar-fogo e o prazo de 60 dias estabelecido por ambos os países para negociar o fim da guerra.
Essas novas ações, que ainda não têm data de aplicação, juntam-se a um bloqueio naval americano sobre os portos e as costas do Irã, que desde o início do conflito interrompeu como retaliação a passagem pelo estratégico Estreito de Ormuz, o que afetou o fornecimento global de petróleo e disparou o preço dos hidrocarbonetos.
Na própria segunda, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, declarou que o Pentágono não descartou o uso de “ataques cinéticos” contra alvos iranianos.

